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A mostra itinerante de performance chega à Curitiba

A mostra itinerante de performance DESCONTROLE REMOTO chega à capital paranaense participando das programações do PERFORMEIOS CICLO UM, no Espaço Tardanza, e do p.ARTE, na bicicletaria cultural. Confira!

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Espaço de relação – por Ricardo Corona

Ricardo Corona disponibilizou seu texto Espaço de relação para a Plataforma Descontrole! 

Qual a diferença entre as nominações performance e happening no campo da arte? O texto de Ricardo Corona releva a qualidade de transgênero da ação performática. Tanto o happening quanto a performance são indócis a sua maneira às experiências de museu nas suas apreensões de material, mas o ponto sutil de margem entre uma e outra estaria na improvisação. A performance seguiria um roteiro, aberta às imprevisibilidades de seu acontecimento, mas com seu centro numa ideia roteirizada. O happening seria a própria imersão no improviso a partir de uma ação disparadora de acontecimentos. Por basear sua potência no imprevisível “a ação no happening expressa o usar uma única vez contra a impossibilidade do uso,” (…) “impelida com mais força a não repetir-se, mas, sobretudo o não repetir-se diante do registro que impossibilita o uso e que tem o seu lugar tópico no Museu.” Já a performance, por sua forma roteirizada, se torna propensa à repetição (apesar de lhe convir contrariá-la). 

“Performance e happening, nas suas aversões à repetição e, assim, ao registro, são indóceis no
sentido de que podem permitir-se ao desuso, mesmo o do museu, mas não sem algum tipo de
problema na ordem da receptividade, da transferência de código, às vezes, ocasionando um
nível insuportável de fakeização…”

 Mais do que delimitar essas fronteiras conceituais, Espaço de relação traz embates advindos dessa e de outras margens. Para todos os interessados nas múltiplas aparições da linguagem trans-gênera por excelência, aqui fica a dica!

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Márcia X e Alex Hamburger
Academia Performance, 1987, instalação móvel.
Fonte: Caderno Videobrasil 01. São Paulo: SESCSP, 2005, p. 46-57.

 

postado por Arthur do Carmo

Descontrole Remoto participa do PERFORMEIOS no Espaço Tardanza

 

Espaço Tardanza

Av. Senador Souza Naves, 530. Casa 3 / Alto da Rua XV – Fone: 041 3223 1053

 

Post by Janaina Spode

Quando o corpo fala – Matéria sobre o Descontrole Remoto em Natal

Quando o corpo fala

Tádzio França - repórter

O artista de performance faz do próprio corpo o meio e a mensagem. Seus gestos e expressões captam tensões, contextos e ideias do ambiente ao redor. Ambientar-se é justamente o que procura a plataforma Descontrole Remoto, um projeto da Rede Nacional Funarte Artes Visuais que está em Natal na figura do paranaense Ângelo Luz. Ele ficará na cidade até 17 de julho com a função de  mapear, mostrar, documentar e debater os trabalhos próprios e os locais. A primeira edição do programa compreende o eixo de ligação entre Curitiba (PR) e Natal, que resultará num vídeo – em formato documentário – que será exibido simultaneamente nas duas cidades no dia 10 de setembro.

Angelo Luz está em Natal para integrar projeto ao lado do Coletivo ES3, com apresentações no Gira Dança e debates na Casa da Ribeira.

Angelo Luz está conduzindo uma série de ações junto aos seus anfitriões locais, o coletivo natalense ES3 – cujo I Circuito BodeArte possibilitou o convite da Descontrole Remoto para integrar esse registro nacional entre Sul e Nordeste. Nesta sexta-feira, às 20h, o espaço Gira Dança (Ribeira)  receberá a performance de Ângelo Luz, chamada “OVNINVO: discursos alterados”, e a do performer local André Bezerra, com “Coisas inomináveis que nos habitam por dentro”. No sábado, às 19h, haverá um bate-papo com artistas da plataforma na Casa da Ribeira, sobre o andamento da  ‘performance art’ no Sul e Nordeste do Brasil. Todos os encontros têm entrada franca.

“Performance art não é exatamente uma novidade, mas é impressionante como se mantém jovem através da renovação. O mapeamento e registro que estamos fazendo são uma prova disso”, afirma Angelo Luz, em entrevista ao VIVER. Ele considera que há uma cena atual fervilhante no Brasil – e no mundo -, mais tradicional em Curitiba, e cheia de sangue novo em Natal. “Hoje temos 47 artistas registrados em nossa plataforma, seja de forma presencial ou em vídeo. São pessoas que pensam a crítica de arte de uma forma alternativa”, diz. Em Natal, Angelo tem 11 artistas locais a serem registrados e entrevistados, incluindo performances com intervenções urbanas em diversos pontos da cidade.

Interpretação do tempo e do espaço

Há dez anos atuando na área de performance, Angelo acredita que sua arte ainda mantém relação direta com o contemporâneo. “O que torna qualquer tipo de arte relevante é a forma como ela se relaciona com o contexto que a cerca. A performance é uma arte presencial que trabalha com o corpo e não se fecha em si própria. O tempo e o espaço devem estar sempre relacionados com o agora”, explica.

Segundo Angelo, não cabe mais comparar a performance de hoje como a que se fazia em décadas passadas. “Nos anos 60 e 70, por exemplo, havia um contexto de repressão mais evidente. E a performance sempre foi uma prática de resistência política, ética e estética. Hoje, o circuito da arte se desenvolveu de uma maneira tão profissional, que exige uma postura diferente do artista. A tal  ‘luta contra o sistema’ possui outros sentidos”, afirma.

POSTURA

A postura combativa do performer não raro gera polêmica e interpretações variadas. Imagens ligadas a nudez, sexo e religião formam, na cabeça de muita gente, atos recorrentes na performance artística. Angelo refuta esse pensamento da obrigatoriedade do choque como algo gratuito. “O choque não é uma regra. Há performances com muitas nuances diferentes. É possível fazer um trabalho suave e delicado, assim como aquele mais agressivo. Percebi que em Natal o estilo mais forte é o favorito. Talvez seja o diagnóstico de um momento em que a cidade vive. A arte sempre reflete isso”, analisa.

Linguagens que se cruzam

Ainda é cedo para lançar uma conclusão sobre o estado da performance em Natal, mas Angelo Luz sabe que o meio é incipiente. “Há muito mais gente fazendo. Outro ponto, é que várias linguagens conversam com a performance, entre teatro,  música, pintura, literatura e cinema. É uma zona de convergência que as pessoas estão mais aberta para entender. O que alguns artistas precisam é se assumir como performer. O objetivo maior da plataforma é revelar essa prática contemporânea no Brasil”, explica.

Angelo acredita que o tamanho e a miscigenação do Brasil contribuem para a existência de um cenário diverso, que adquire a cara dos contextos em que ele está incluído. “A performance é a verdade do artista. Não é como interpretar Shakespeare, com todas as falas e marcações prontas. A performance nasce do rompimento com os dogmas. É interpretar livremente sua visão interior e a exterior”, diz.

Em “OVNINVO: Discursos Alterados”, que ele apresentará em Natal, é resultado de uma pesquisa sobre hibridação na arte realizada em residência artística na Staedelschule de Frankfurt am Main, na Alemanha. A performance audiovisual fala de assuntos como identidade social e política na cultura contemporânea, em busca de uma linguagem distorcida que surge do cruzamento de linguagens das artes visuais, cênicas e filosóficas. Será a primeira apresentação integral dessa performance no Brasil.

Serviço: Mostra Descontrole Remoto. Sexta às 20h, no Espaço Gira Dança (Rua Frei Miguelinho) e sábado, às 19h, na Casa da Ribeira. Acesso gratuito. Tel.: 3211-7710.

Pessoal do Panorama Crítico fala sobre o Descontrole Remoto

Descontrole Remoto / Giro Pela Arte – Rede Nacional Funarte – 8ª edição.

A plataforma de arte “Descontrole Remoto” reúne uma série de atividades artísticas e de troca de informações entre mais de 20 artistas da performance de Curitiba (PR) e Natal (RN). O circuito itinerante de performance, intercâmbio e registro documental de atividades culturais foi contemplado no edital Rede Nacional Funarte Artes Visuais 8ª edição.

“Descontrole Remoto” tem como estratégia levar os artistas para ações itinerantes, em regiões geograficamente opostas às de suas origens. A ideia central é criar uma ação de performance, que possa mesclar intervenções de vários criadores e que seja móvel, em constante deslocamento, por ambientes públicos, e em contato direto com as comunidades locais.

O conjunto das ações vai gerar um documentário em video sobre a arte da performance e seus meios; a visão que se tem deste segmento nas cidades que recebem os trabalhos; os debates sobre os desenvolvimentos da arte contemporânea local/regional, além de registrar apresentações. O vídeo/documentário artístico será exibido dia 10 de Setembro, as 20:30h, simultaneamente na Cinemateca de Curitiba/PR e em Natal/RN.

Os vídeos vão apresentar um recorte do panorama da performance, nas duas cidades. O objetivo do “Descontrole Remoto” é mostrar as obras ao público e documentar seus efeitos. O projeto prevê, ainda, promover debates sobre os seguintes temas: as obras artísticas e os contextos locais em que se inserem; a relação entre estes ambientes e seus públicos; o circuito de arte emergente, as políticas públicas aplicadas a ele e suas perspectivas futuras. Os diálogos são chamados de “Conversas itinerantes” e também vão ser registrados em vídeo, fotografia, ou outros meios.

Os realizadores pretendem subverter o processo tradicional de curadoria, geralmente pré-definido: no projeto, o curador é o processo artístico em si. Os principais artistas envolvidos são: André Bezerra, Angelo Luz, Arthur do Carmo, Chrystine Silva, Felipe Cabral, Fernando Ribeiro, Janaína Spode (produtora), Luana Navarro e Yuri Kotke.

Descontrole Remoto - Performance, itinerância e lugar

de 10 a 31 de julho de 2012

Artistas: André Bezerra, Angelo Luz, Arthur do Carmo, Chrystine Silva, Felipe Cabral, Fernando Ribeiro, Janaína Spode, Luana Navarro e Yuri Kotke.

Locais:
NATAL:

CURITIBA:

  • Espaço Tardanza: Av. Senador Souza Naves, 530. Casa 3 / Alto da Rua XV – Fone: 041 3223 1053
  • Bicicletaria Cultural: Rua Presidente Faria, 226 – Centro. Fone: 41 9639 2079
  • Cinemateca: Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 – São Francisco. Fone: 41 3321-3245

Projeto contemplado na rede Nacional Funarte Artes Visuais 8ª Edição

Realização: Giro Pela Arte , Angelo Luz e Coletivo ES3

Contato: Janaina Spode - produtora cultural

55 51 9990-0512 / 55 41 8735-6018  /  j_spode@hotmail.com / http://giropelaarte.blogspot.com/

Projeto DENCIDADE: intervenções urbanas em Natal (Conexão Artes Visuais 2009)

Recortes de intervenções urbanas acontecidas no projeto DENCIDADE em Natal – RN – Brasil.

Em ação: Adriana Lopes, André Komatsu, Bruno Monteiro, Civone Medeiros, Gabriela Posada, Guaraci Gabriel, J. Pinheiro, José Frota, Jean Sartief, João Natal, Júlio Castro, Júlio Leite, Lourival Batista, Marcelo Amarelo, Marcelo Gandhi, Mariana Smith, Rolim Anchieta, Ronald Duarte e Wagner Barja.

 

Postado por Coletivo ES3

Descontrole Remoto chega (presencialmente) em Natal.

E o primeiro encontro será com os artistas Juão NIN e Carol Piñeiro.

Eles farão uma intervenção na Praia dos Artistas às 15h hoje.

Saiba mais sobre essa intervenção aqui:

http://naopisenadama.wordpress.com/

Postagem no Blog: Yuri Kotke

BMW TATE LIVE PERFORMANCE ROOM – Harrell Fletcher

Ontem ocorreu a quarta apresentação no TATE LIVE PERFORMANCE ROOM em Londres.

O artista Harrell Fletcher trás em seu trabalho a discussão da autoria e da ação/execução performática, quando este transfere para o outro a execução da ação da performance.  O artista se diz um “observador”, alguém que explora as experiencias e processos de terceiros, os retirando de seu contexto e os apresentando a novos espaços e públicos.

Ao final do vídeo vc confere o bate-papo entre as curadoras, artista e músico convidado.

 

Post by Janaina Spode

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